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Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse
Martin Niemöller
Todos os textos do autor estão registrados na Biblioteca Nacional 
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Jimi Hendrix - Valleys Of Neptune PDF Imprimir E-mail

Faixas do disco Jimi Hendrix - Valleys Of Neptune(2010) - Stone Free - Valleys Of Neptune – Sunshine of Your Love e Lullaby For The Summer


COMENTÁRIOS
06-Mar-2010
 
O Dem na UTI PDF Imprimir E-mail

O DEM, partido que foi PFL, que foi PDS e que já foi ARENA, agoniza como um moribundo a vias de fato na UTI da insignificância no plano nacional.

Seu ápice de importância política foi em 1998 quando chegou a ter uma bancada de 108 deputados  federais e uma chusma de ministérios no governo FHC, todavia, no presente é o partido que mais paga o preço por ter se tornado apêndice e coadjuvante de um dos protagonistas no palco ideológico eleitoral na polarização entre PSDB/PT.

Contudo, o DEM diferente de outros partidos que seguiram o mesmo vácuo dessa polarização, foi o que mais sentiu o ocaso de estar na oposição, pois seu modus operanti tem o histórico de ser construído a partir de representações regionalizadas em estados mais pobres, mantendo uma estrutura senil que sobrevivia do apoio do/ao Governo Federal. O partido cuja história se confunde a dos governos ditatoriais militares e que, quando na abertura democrática, sustentou-se a partir de lideranças oriundas dos patronatos estaduais e dos quadros políticos desse mesmo regime militar, teve seu último suspiro de liderança latente, qual dava ares de um norte guinado, na figura do falecido Deputado Luis Eduardo Magalhães, apontado por muitos, o que seria o ponto de inflexão do partido.

Hoje, porém, as suas lideranças emergentes são ocas, quase sempre ungidas da arvore genealógica de caciques do partido, numa espécie de sucessão hereditária. O Presidente Nacional, Rodrigo Maia, é filho de César Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro, Antonio Carlos Magalhães Neto é neto do falecido Senador ACM, e Paulo Bornhausen é filho do ex-presidente do partido Jorge Bornhausen, o mesmo que anos atrás dava declarações de exterminar certa raça. 

Nos anos Lula, a bancada enfurecida de 14 Senadores do partido apostou no quanto pior melhor, numa falsa guinada ao moralismo e na redução dos impostos, em busca do eleitorado da classe média, pois o partido qual havia mudado de PFL para DEM era visto como “das elites”. Atitude, com pouco nexo, pois deixou transparecer que o partido queria provocar certa amnésia coletiva e esconder os escândalos do partido nos anos FHC e também o patrocínio, como primeiro aliado tucano, do aumento de mais de 30% da carga tributária.

A arquejada de ar fresco veio com a eleição de José Roberto Arruda na vitória no Distrito Federal e depois com a reeleição do prefeito Kassab em São Paulo, que havia assumido, no primeiro mandato, a cadeira e a caneta da maior metrópole do país, com a ida de José Serra para o governo do Estado de São Paulo.

Com a derrocada do mensalão do DEM em Brasília veio por terra o discurso moralista junto ao emergente líder maior do DEM, governador Arruda, que organizava jantares programáticos na Capital Federal para cúpula do Partido, era alçado pela revista “Veja”como um político diferente (sic!) e que, chegou a ser num ato público, sugerido por Serra, como o vice de sua preferência.

Do mais, a busca de uma gestão e governo bem avaliados sofreu abalos sérios com os problemas das enchentes em São Paulo, ou seja, acabou a lua de mel do prefeito e a cidade. E a cassação que não houve sempre arranca uma lasca do branco almejado na biografia dos políticos. O DEM ficou sem discurso no meio da rua e tem como seu último refúgio ideológico a ação de desespero de impingir adjetivos preconceituosos nos seus adversários.

O DEM só tem um caminho que o livre dessa desdita, a vitória de Serra, que já não vê, segundo as pesquisas recentes, a candidata de Lula pelo retrovisor, e sim, lado a lado na corrida eleitoral deste ano.

Numa análise rápida, mesmo com Serra vencendo as eleições, o papel do DEM será reduzido e não terá tamanha força como nos anos fernandinos. Mas será menos asfixiante, é verdade. Será sua chance de sobrevida.

Todavia, caso Serra desista e ceda a vaga de candidato a Aécio Neves, o que é pouco provável, mesmo assim o partido não teria tamanho poder, num governo do mineiro, pois Aécio, com seu estilo mais aglutinador faria um governo mais de coalizão, inclusive, com os partidos em torno da base do governo Lula.

Com os escândalos à porta e com uma eleição difícil para 9 Senadores numa bancada de 14, caso o Governo consiga eleger sua candidata, como diria o outro, o último que apague a luz.

Tudo isso somado mostra que o partido, entre todos os outros, com cadeira cativa na berlinda, é o ex-PFL.

Contudo, o aspecto nacional deve mexer com os problemas e governos locais. A Prefeita Dárcy, DEM, deverá, dependendo de algum dos finais apontados acima, ter que decidir seu futuro, se este vale mesmo a pena ser atrelado ao Titanic do DEM. Pois a bem da verdade, o partido ainda se sustenta com o tempo de tevê, no horário gratuito eleitoral, em cima do número de deputados da última eleição. Se o partido desidratar ainda mais como é bem provável, Dárcy, que é uma liderança regional em ascensão estará numa encruzilhada, até porque seu perfil político pouco combina com a história do DEM, que sem o tempo de tevê seria um partido menor sem bandeiras vivendo da bandeira alheia.

Dárcy tem um contato direto com a população, gosta de fazer um governo, digamos assim, com uma pitada de social, palavra execrada pelos ditos liberais.

O futuro a ninguém pertence, mas esse escriba prevê mudanças nacionais e regionais na ressaca eleitoral, pós-eleição deste ano. A conferir.


COMENTÁRIOS
04-Mar-2010
 
A casa de muro velho PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

Ela me trazia deleitosas lembranças da casa de minha finada avó. 

Era ao lado da minha, era amarela, de um amarelo bem claro, quase branco, tinha um muro velho e baixo. Foi feita na época onde não havia a necessidade de muros altos ou grades na frente das casas. Era pequena e singela e, nos fundos, tinha um limoeiro que não dava limão algum, mas era de um verde bem forte, musgo.

Já minha avó era uma espanhola de sessenta anos e poucos anos, imponente, digna, sustentava com vigor suas honrosas rugas como se essas fossem medalhas ao mérito por ter suportado uma vida sofrida de imigrante pobre, mãe de sete filhos, três homens e quatro mulheres; lavava roupa para fora enquanto meu avô trabalhava como guarda de praça.

A causa de sua morte foi um derrame em plena missa de domingo, resistiu alguns meses até que, exaurida de forças para viver, entregou-se ao destino.

No ápice da minha lembrança, prevalecia a imagem dela saindo pela porta da frente e me chamando: “Negão, vem tomar seu leite!”.

Ah... verdadeiro mel de infância. As disputas na bola de gude, a bola de capotão, o pique pega, o pique esconde... Passei boa parte da infância na casa de minha avó, sonhando com a vida que tinha e que viria a ter.

Voltando à casa, justamente por ser antiga, mas sem deixar o charme da época de lado. Resistira há décadas e aos gostos dos mais exigentes prováveis inquilinos. Todos reclamavam de infiltrações, apontavam falhas no telhado, diziam que o muro era velho e que poderia cair...

Ela só tinha importância para mim.

Quando madrugada, gostava de atravessar a rua e observá-la, consumia horas inteiras de pura nostalgia. De tudo eu lembrava, das festas em família, da época em que meus pais ainda eram casados e outras lembranças de quando era menino.

De tantas tentativas frustradas de locação, o dono resolveu vendê-la. Ah... a casa de muro velho quase caindo igual ao muro da casinha da minha avó, com tantas casas na rua, não era justo...

***

 Amanhã vão demolir a casa, e com ela uma parte de mim.  Um martírio!

Já estou resolvido: mudo-me antes! Não derramarei lágrimas por aquele domicílio arcaico que me trouxe tão afável e custosa lembrança...

                                                                                  ***

Hoje é o meu último dia de vizinhança.

Confesso que arranquei um tijolo já meio solto do muro velho. Tenso, projetei pela derradeira vez a saudosa imagem no entulho seguro em minhas mãos e disse impedindo as lágrimas:

“Vó, eu sempre te amei!”.


COMENTÁRIOS
15-Fev-2008
 
The Big Pink - Dominos PDF Imprimir E-mail
27-Fev-2010
 
Linkin Park ajuda o HAITI PDF Imprimir E-mail

Clipe da música "Not alone", produzida pelo Linkin Park para integrar o álbum "Download to donate for Haiti", em ajuda as vítimas do terremoto no país.  


COMENTÁRIOS
14-Fev-2010
 
Comercial NFL PDF Imprimir E-mail

Comercial da NFL no SuperBowl ual aborda como seria cada comercial com determinados diretores (Tarantino,Wes Anderson, Godard,Werner Herzog), .


COMENTÁRIOS
14-Fev-2010
 
Invictus - William E Henley PDF Imprimir E-mail

Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa"

COMENTÁRIOS
14-Fev-2010
 
A manifestação no país do carnaval PDF Imprimir E-mail

 

Por Carlos Biasoli

Um correspondente internacional em transmissão via-rádio faz seu relato sobre recente acontecimento no Brasil:

...há na cidade uma grande manifestação contra uma lanchonete de uma rede mundial de fast food. Houve muito tumulto e confronto entre a polícia armada e os manifestantes. Algumas pessoas se machucaram, vidraças foram estraçalhadas por pedras atiradas pelos manifestantes mais hostis, carros foram tombados, bandeiras americanas foram queimadas. Enfurecidas, as pessoas carregam faixas contra a imposição imperialista da nação sede da empresa. Não entendi. Por esses dias, políticos, artistas e sociólogos de plantão com opiniões incongruentes disputaram espaço na mídia. Uns disseram que a rede representa mesmo o império e a comida pré-fabricada, portanto, gera prejuízos imensuráveis aos camponeses que vivem de vender verduras e cereais sem agrotóxicos, os chamados orgânicos; por fim, afirmaram lutar por uma vida mais saudável para os cidadãos do novo milênio. Outros, em contrapartida, sustentam que os manifestantes são ingênuos em sua análise, todavia, deveriam protestar contra outros tipos de corporações, talvez a do petróleo que poluí o meio ambiente, ou a dos armamentos que contribuí para o massacre da violência nas grandes cidades, ou a do álcool, do cigarro, do narcotráfico... Depois de longos três dias de balbúrdia e muito blablablá, todos_ artistas, políticos, sociólogos, manifestantes, policiais e etc_ estavam apreensivos com o possível próximo confronto. Contudo, autoridades em sentinela contrataram um instituto de pesquisas para indicar o grau de interesse e intenção das pessoas envolvidas na manifestação. Constatou-se após a análise dos dados coletados que: 25% dos entrevistados afirmam enfaticamente lutar contra o imperialismo. 16% são contra a propaganda enganosa, as reclamações visam o tamanho do hambúrguer, metade do tamanho mostrado nas propagandas impressas e de televisão. 10%, acreditem, foram no passado, mal atendidos por algum balconista ou gerente e somente por ojeriza  resolveram protestar. Outros 10% aderiram por achar que estava sendo distribuído alguma coisa, essa parte já pressiona a direção da manifestação reivindicando sua parte; “ninguém quer sair no prejuízo”, gritam. 7% são formados por ONGs e partidos de esquerda; outro 1% é formado por  punks do subúrbio que sustentam sua postura anárquica. O restante, 29%, pasmo geral! Não sabiam até então do que se tratava a manifestação, porém, pararam pra olhar e acabaram ficando esses três dias, e mais, dizem-se dispostos a não voltar pra casa enquanto as cinzas da quarta-feira não chegarem. Esses cantam sem parar: “Ai... ai... aiai...aiaiai... tá chegando a hora... o dia...”


Comentários (2)
03-Fev-2008
 
Especial Strikeforce "Miami" PDF Imprimir E-mail

Main Card (On Showtime):

-Nick Diaz def. Marius Zaromskis by TKO at 4:38, R1
-Cris "Cyborg" Santos def. Marloes Coenen by TKO strikes at 3:40, R3
-Herschel Walker def. Greg Nagy by TKO at 2:17, R3
-Robbie Lawler def. Melvin Manhoef by KO at 3:33, R1
-Bobby Lashley def. Wes Sims by TKO (strikes) at 2:06, R1


Preliminary Card (Non-Televised):

-Jay Hieron def. Joe Riggs by unanimous decision (29-28, 30-27, 30-27)
-Joe Ray def. John Clarke by TKO (strikes) at 3:14, R1
-David Gomez def. Craig Oxley by unanimous decision (30-27, 30-27, 30-27)
-Pablo Alfonso def. Marcos DaMatta by submission (arm bar) at 1:47, R1
-Hayder Hassan def. Ryan Keenan by knockout at 2:42, R2
-John Kelly def. Sabah Homasi by submission (rear naked choke) at 2:48, R2

Lutas 

Melvin Manhoef vs. Robbie Lawler

NICK DIAZ VS MARIUS ZAROMSKIS

BOBBY LASHLEY vs. WES SIMS

Cristiane Cyborg Santos vs Marloes Coenen
COMENTÁRIOS
31-Jan-2010
 
Um qualquer título formal PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

"Como poeta valho pouco
como brasileiro um emergente
como político um mero eleitor
da Ribeirão Preto

alguns sem motivos me consideram louco
outros pior, julgam-me doente
transeunte artista ...do interior

sou  um número  ou rótulo
um código de barras ambulante
um passivo ser humano 
consumidor contribuinte deselegante
um ativo segundo plano 

ser abstrato 
de crenças desejos e insistência
superficial fato 
a permear essa coisa chamada 
      existência

sou um qualquer título formal
a vida contemporânea é uma estatística 
muito longe da minha angústia
e de qualquer acolhimento pessoal"

 


COMENTÁRIOS
23-Jan-2007
 
Morre um dos meus heróis PDF Imprimir E-mail

Morre o escritor J.D. Salinger, aos 91 anos, nos EUA

Autor do clássico 'O Apanhador no Campo de Centeio', vivia isolado em sua casa em New Hampshire

Fonte: Estadão e Agências internacionais

Reprodução

O escritor J.D. Salinger, que se mantinha distante da imprensa

CORNISH, New Hampshire, EUA - Morre o escritor J.D. Salinger, autor de O Apanhador no Campo de Centeio, em New Hampshire. Tinha 91 anos.

 O filho do escritor, em um comunicado divulgado pelo representante literário de Salinger, disse que ele morreu de causas naturais. Há décadas vivia isolado, por sua própria vontade, em sua casa em Cornish. Salinger sempre foi avesso a jornalistas, mantendo-se distante das entrevistas e fotos, como aqui no Brasil fazem os escritores brasileiros Rubem Fonseca e Dalton Trevisan. 

Salinger foi o autor de um dos maiores clássicos da literatura mundial, com seu personagem principal, o adolescente e rebelde atormentado Holden Caulfield. Foi lançado em 1951, em plena Guerra Fria. O assassino de John Lennon, Mark David Chapman, carregava o livro no bolso e pediu um autógrafo do ex-Beatle no livro, quando atirou contra Lennon diante do edifício onde morava, em Nova York. 

Salinger, nascido em 1919, escrevia para adultos, mas jovens de todo o mundo se identificaram com os temas da alienação, inocência e fantasia de seu romance.  

Aqui no Brasil O Apanhador no Campo de Centeio é publicado com exclusividade pela Editora do Autor, que no ano passado lançou uma caixa com os três principais livros de Salinger. Além de sua obra-prima, incluia o volume de contos Nove Estórias (1953) e uma novela entitulada Franny & Zooey (1961), em que o autor reuniu em forma duas histórias publicadas na revista New Yorker.


COMENTÁRIOS
28-Jan-2010
 
Maurício Shogun HL campeão Pride Gp2005 PDF Imprimir E-mail

Gp 93kg - Pride FC 2005


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04-Mai-2007
 
Metallica - For whom the bells tools PDF Imprimir E-mail

Não nego, esse som do Metallica até hj mexe com minha personalidade. Metallica porra!


COMENTÁRIOS
12-Abr-2007
 
Parabéns São Paulo Relouad PDF Imprimir E-mail

 

Por Carlos Biasoli

Parabéns São Paulo. Terra das oportunidades e das desilusões. Terra dos sonhos e pesadelos. Parabéns São Paulo, terra dos afortunados que passeiam pela Paulista e dos que são empilhados aos cântaros na periferia. Parabéns São Paulo, terra dos carros blindados e do PCC de Marcola. Terra do Parque do Ibirapuera e dos sufocados pela fumaça preta dos ônibus e caminhões que circulam por seus corredores. Parabéns São Paulo, Metrópole e terra dos provincianos. Terra das grandes obras superfaturadas e das crateras da construção do metrô.

Parabéns São Paulo, terra dos grandes restaurantes dos Jardins e dos esfomeados nas filas dos sopões. Terra daqueles que passeiam por seus viadutos e daqueles que dormitam embaixo dos seus viadutos.

Parabéns São Paulo, terra dos times de futebol vitoriosos e das enfurecidas torcidas organizadas. Terra dos CÉUS e das escolas de lata.  

Parabéns São Paulo, terra da tecnologia e dos catadores de papel espalhados por suas ruas. Terra dos heliportos e dos transeuntes que esperam horas um ônibus passar.

Parabéns São Paulo, terra dos carros importados e dos pedestres sofridos com medo de serem atropelados. Terra dos fumadores de charuto do Café Photo e dos cheiradores de cola espalhados por seus guetos.

Parabéns São Paulo, Terra da USP e das grandes faculdades privadas e dos analfabetos. Terra fraterna e desumana.

Parabéns São Paulo, dos patrões da FIESP e dos empregados da CUT. Terra dos grandes movimentos sociais e dos reacionários de plantão. 

Parabéns São Paulo, Terra de força e coragem e dos covardes assassinos. Terra dos grandes teatros e artistas e dos imorais que prostituem crianças.

Parabéns São Paulo, Terra dos homens honestos e dos corruptores de colarinho branco. Terra dos fiéis das igrejas e dos ateus da inteligentsia nacional. 

Parabéns São Paulo, Terra dos pensamentos mais profundos e da superficialidade da sua vida cotidiana. Terra da solidariedade e do desconhecimento da identidade do vizinho.

Parabéns São Paulo, Terra do grito do Ipiranga e daqueles que estão de joelhos para o crime organizado. Terra do MASP e do Tietê, o mais fétido de todos os rios.

Parabéns São Paulo, de todas as cores credos e raças espalhados por seus bairros luminosos e dos seus filhos mortos em riste nas ruas escuras de sua periferia. Terra da tolerância absorta dos intolerantes.

Parabéns São Paulo, por sua gente e dos grandes cemitérios. Terra da Bovespa e das feiras. Terra dos justos e dos cruéis.

Enfim, parabéns Sampa, terra da diversidade social e cultural, desejo que tu sejas mais digna e potencialize o que tem de bom e sano. São Paulo, feliz aniversário, se possível.


Comentários (3)
25-Jan-2008
 
Da série, meus heróis: The Who PDF Imprimir E-mail

The Who - Join Together


COMENTÁRIOS
24-Jan-2010
 
UFC 109 - Especial PDF Imprimir E-mail

[ufc-109-relentless-Couture-vs-Coleman.jpg] 

Card Principal

Randy Couture vs. Mark Coleman
Nate Marquardt vs. Chael Sonnen
Mike Swick vs. Paulo Thiago
Demian Maia vs. Dan Miller
Matt Serra vs. Frank Trigg

Spike TV Card

Mac Danzig vs. Justin Buchholz
Melvin Guillard vs. Ronnys Torres

Card Preliminar

Phillipe Nover vs. Rob Emerson
Brian Stann vs. Phil Davis
Tim Hague vs. Chris Tuchscherer
Mostapha Al-turk vs. Rolles Gracie

Prewie


COMENTÁRIOS
21-Jan-2010
 
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