Essa série permeou minha juventude. Balboa é uma personagem clássica. Há ali elementos básicos de um roteiro. A série toda é em cima da superação e do amor incondicional de Rocky por sua esposa e vice e versa, da sua relação com o cunhado, com rivais e posteriormente nos últimos filmes da série, com o filho - na segunda cena isso fica evidenciado. Sly comanda!
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Balboa e filho em cena de Rocky Balboa (comovente)
Foi com atraso que assisti ao mais recente Filme dos irmãos Cohen, Queime depois de ler. Mas se me permitem.
Está quase tudo lá, do q haveria de haver numa comédia ácida dos Cohen. Quem achava q os caras seguiriam o caminho de - bem sucedido, diga-se - Onde os fracos n tem vez, eles voltaram a linha com a qual sempre se comunicaram em sua carreira.
O interessante nos filmes dos Cohen é a maneira surpreendentemente patética como agem suas personagens, claro q os irmãos polivalentes - roteiristas, produtores, diretores -, n abdicam de mensagens subliminares nas películas. Em Queime, por exemplo, os caras tiram pra nada os filmes de agentes de espionagem, CIA e o caramba sem perder a chance de desmascarar a farsa dos filmes Hollywoodianos, expondo uma burocracia como em qq coisa dessa vida e principalmente na esfera público da qual esses órgãos fazem parte; enfim, n abrem mão de ridicularizar a eficiência tão em voga. Mas n falta porrete para a Instuição Casamento, relações em sites de encontro e por ai vai.
Como disse está quase tudo lá, todavia, só acho q faltou um pouco mais de humor, ou melhor, faltou expor esse humor q por vezes ficou encoberto na trama.
O primeiro filme q assisti deles foi O grande Lebowski, depois n deixei de assistir mais nada dos caras. Porém ainda considero Fargo a grande comédia genial da dupla. Genial pq tem na medida certa a osmose da acidez com o humor caricato tão original e q é a marca registrada dos Cohen.
Queime é um grande filme, é um filme dos Cohen, porra. Vale a pena assistir, mas n é o seu melhor.
Serviço (fonte: adorocinema):
Queime Depois de Ler
Um CD contendo material confidencial escrito por um ex-analista da CIA torna-se motivo de chantagem de dois funcionários de uma rede de academias. Dirigido por Joel e Ethan Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez) e com George Clooney, Frances McDormand, Brad Pitt, John Malkovich, Tilda Swinton e J.K. Simmons no elenco
Michael Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de 2009)
Aprendi a não tirar o mérito de quem os tem independente da minha idiossincrassia. Mesmo compartilhando de gostos que fogem ao mundo pop, qual Jackson é considerado - com mérito- rei, temos q admitir q Jackson foi um artista genuíno q marcou o seu tempo. Sem fugir do lugar comum, posto minha homenagem.
De todos os vídeos de Jackson, os que mais gosto sao os mais simples (sem tirar o mérito das suas grandes produções), como o q segue abaixo. Arte pura.
Originalmente era o vocalista, guitarrista e principal compositor da banda Pink Floyd, principalmente no seu primeiro álbum The piper at the gates of dawn (1967). Foi também o autor dos singles "See Emily Play" e "Arnold Layne", e ainda de dois álbuns a solo. Foi também um guitarrista inovador, um dos primeiros a explorar completamente as capacidades sonoras da distorção e especialmente da recém desenvolvida máquina de eco.
Embora a sua atividade na música pop tenha sido reduzida, a sua influência nos músicos dos anos 60 (e das gerações seguintes) especialmente nos Pink Floyd, foi profunda. (fonte Wikipedia, leia mais aqui).
Pink Floyd - Wish you were here (música do albúm "Shine On You Crazy Diamond", peça dividida em nove partes, trata-se de uma homenagem a Barrett cuja desequilíbrio mental tornou impraticável a sua continuidade como membro da banda).
Wish You Were Here (tradução)
Pink Floyd
Composição: Gilmour/Waters
Queria que Você Estivesse Aqui
Então, então você acha que consegue distinguir O céu do inferno Céus azuis da dor Você consegue distinguir um campo verde de um frio trilho de aço? Um sorriso de um véu? Você acha que consegue distinguir?
Fizeram você trocar Seus heróis por fantasmas? Cinzas quentes por árvores? Ar quente por uma brisa fria? Conforto frio por mudança? Você trocou Um papel de coadjuvante na guerra Por um papel principal numa cela?
Como eu queria Como eu queria que você estivesse aqui Somos apenas duas almas perdidas Nadando num aquário Ano após ano Correndo sobre este mesmo velho chão O que encontramos? Os mesmos velhos medos Queria que você estivesse aqui
Futebol , taxa de lesões 5100 vezes maior do que o treinamento com pesos recreativo, 7750 vezes maior do que o levantamento básico (powerlifting) e 10333 vezes maior do que o levantamento olímpico.
1 - Jason Dent venceu Cameron Dollar com um estrangulamento, 1R, 4m46seg; 2 - Nick Osipczak venceu Frank Lester com um mata-leão, 1R, 3m40seg; 3 - Thomas Drwal venceu Mike Ciesnolevicz por TKO, 1R, 4m48seg; 4 - Brad Blackburn venceu Edgar Garcia por decisão dividida dos jurados; 5 - Melvin Guillard venceu Gleison Tibau por decisão dividida dos jurados; 6 - Joe Stevenson venceu Nate Diaz por decisão unânime dos jurados; “The Ultimate Fighter 9” Lightweight Final 7 - Ross Pearson venceu Andre Winner por decisão unânime dos jurados;
8 - Chris Lytle venceu Kevin Burns por decisão unânime dos jurados; “The Ultimate Fighter 9” Welterweight Final 9 - James Wilks venceu Damarques Johnson com um mata-leão, 1R, 4m52seg;
10 - Diego Sanchez venceu Clay Guida por decisão dividida dos jurados. (fonte Fight2)
Prewie
CARD:
Lutas principais:
Clay Guida vs. Diego Sanchez
DeMarques Johnson vs. James Wilks (Welterweight Final)
Chris Lytle vs. Kevin Burns
Ross Pearson vs. Andre Winner (Lightweight Final)
Nate Diaz vs. Joe Stevenson
Preliminares:
Melvin Guillard vs. Gleison Tibau
Brad Blackburn vs. Edgar Garcia
Mike Ciesnolevicz vs. Tomasz Drwal
Frank Lester vs. Nick Osipczak
Cameron Dollar vs. Jason Dent
Pesagem vídeo
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Fonte UFC -Copyright Zuffa, LLC: All Rights Reserved.
Muitos como eu devem ter ouvido Mutantes pela primeira vez e devem ter dito algum palavrão, tamanha a surpresa que essa banda nos proporciona. Mutantes sempre foi uma banda única, a mais original de todas nacionais. E Arnaldo Baptista, o cérebro louco do grupo, sempre foi um cara subjulgado como louco, claro, e déposta, esse último adjetivo por ter alimentado a idéia de q havia expulsado Rita Lee do grupo, algo depois desmentido no filme Loki - Arnaldo Baptista.
Arnaldo se perdeu em um momento da sua carreira, da sua vida. E veio se encontrar bem depois. Lembro até, de anos atrás, do lançamento de um CD inédito seu, numa revista daquelas em q o Lobão lançava em bancas de jornais. Ele já n era mais o mesmo, mas era importante rever a sua volta.
Porém, ele é feliz porque fez da sua arte sua vida, seu propósito, ou como ele mesmo canta na canção: "Mas louco é quem me diz, e n é feliz, eu sou feliz!"
Muitos culpam alguns artistas por n terem acompanhado o tempo. Eu por outro lado n cobro determinados comportamentos na arte. Pra mim pouco importa se o artista é de vanguarda, lúcido, político, ateu, ou no Brasil, uma coisa levada muito a sério, o artista tem q ser bonzinho.
Sobretudo, sei respeitar o clássico, n dá pra cobrar de Arnaldo q ele traga a bandeja do novo como trouxe nos anos 60 e 70 com "sua guitarra Gibson e seus sintetizadores valvulados", mas diferente do q a frase possa criar em vc leitor, adianto, Mutantes é clássico, e todo clássico n perece as aguras do tempo.
Alguns artistas até trazem o novo e quase sempre estão na vanguarda... mas tirando uma monta de gatos pingados, sempre me soam fakes. E a roupagem do Clássico muitas vezes n é imediata, ela depende um tempo de maturação, qtos exemplos eu poderia citar aq, de bandas q n tiveram bem nas paradas ou em listas, ou de artistas n muito quistos em sua época, mas q depois de um certo tempo, influenciaram roupagens e tendências novas num movimento q seja ser atávico.
Num festival na minha cidade vieram os Mutantes, na sua volta com nova formaçao, da qual Arnaldo n faz mais parte. Naquela noite, ele já nem tocava mais, n fazia quase parte da banda. Ficava ali no seu teclado de óculos apreciando tudo, soberano. Eu nem aí com a paçoca, estava feliz de estar à sua frente e a reverencia-lo como um grande cara dum tempo pasado, do atual e de um tempo futuro.
Aniversário desse gênio da música e literatura brasileira. Viva Chico, gde artista, gde brasileiro!
“Saiba ou não, admita ou não, todo homem brasileiro inveja o Chico Buarque. A inveja, naturalmente, além de ser uma merda, é uma forma doentia de admiração. Não se deseja só o que o outro tem - berço, gênio, uma bela família, olhos azuis, um drible difícil de marcar, um apê no Marais - mas também o que o outro é. Portanto, saiba ou não, admita ou não, todo homem brasileiro gostaria de ser o Chico Buarque. Ao mesmo tempo, e aqui afinal chego ao meu ponto, o Chico já é todo homem brasileiro.” - Artur Dapieve
Oh! sejamos pornográficos (docemente pornográficos). Por que seremos mais castos que o nosso avô português?
Oh! sejamos navegantes, bandeirantes e guerreiros sejamos tudo que quiserem, sobretudo pornográficos.
A tarde pode ser triste e as mulheres podem doer como dói um soco no olho (pornográficos, pornográficos).
Teus amigos estão sorrindo de tua última resolução. Pensavam que o suicídio fosse a última resolução. Não compreendem, coitados, que o melhor é ser pornográfico.
Propõe isso ao teu vizinho, ao condutor do teu bonde, a todas as criaturas que são inúteis e existem, propõe ao homem de óculos e à mulher da trouxa de roupa. Dize a todos: Meus irmãos, não quereis ser pornográficos?
O poeta está perdido, sua poesia desapareceu em algum beco escuro, desconhecido. Ele não tem mais labirintos a percorrer atrás de uma falsa liberdade. Cortaram suas asas, queimaram sua casa, levaram seus animais, roubaram seu amor, castraram seu sexo, acorrentaram seu ímpeto.
Sua vida, como a de todos, transformou-se nesse coma existencial. São infinitos os entraves à sua arte.
O poeta está morto, ou quase, moribundo numa cama, sem cor agoniza rodeado por papéis cheios de pretensas poesias inacabadas. Diagnóstico: inanição intelectual.
Ele fede, ele chora, ele se debate debalde.
O poeta não tem aonde cair morto. Nem tem lápide honrosa, nem a última pá de cal. Muito menos, seguridade social. E seu epitáfio não será nada original: “Viveu e morreu, objetivamente cheio de ilusões”.
O poeta está sem a palavra, suas páginas insistem em continuar brancas. Absorto por um resquício de esperança, ele está à busca em algum ponto dentro da sua não mais rica memória: A-tô-ni-to... fleu-má-ti-co... estado-poesia... a-to-nal... aqui... jaz... pe-remp-tó-rio... CLAUDICANTE, talvez.
São poucos os inimigos de valor. Um poço comum de gostos não menos comuns, mais a mais, imergidos na lama do maniqueísmo propagandístico de mais uma moda, mais um verão, mais uma droga, mais um remédio. O terrorismo islâmico, as bolsas de valores, o silicone da passista do Carnaval, a traição da modelo, a nudez da protagonista da novela, o especial de ano de um ex-artista chamado Roberto Carlos, a separação do apresentador, o terçol do Presidente...
O poeta está doente, sua mente não atende aos apelos. Quase tudo é lixo e fede a seu redor e também, pasme, dentro dele. Assim, todo o dia tenta mais uma vez, e chega a revigorar-se até. Acorda e diz: Tu és forte, resistirás.
Mas como os urubus dos lixões não dão trégua, ele volta à cena, então, feito o Prometeu Acorrentado, condenado a ficar acorrentado num rochedo onde todos os dias uma ave comeria seu fígado, num martírio quase sem fim; igualmente, o poeta entrega-se a sua sina, a de fazer parte de um sistema que faz matar e renascer esperanças. Seu sangue, seu rim, sua arte, seu suor, escroto e tudo mais, há tempos, transformaram-se na extensão desse balcão. Dessa tragédia...
O poeta sofre, ele não está à venda, não cansa de repetir para si. Ou está? Mas não há uma só oportunidade que para amenizar sua necessidade, se entrega e trai, primeiro a si mesmo, depois àqueles que nele confiam. Como ele foi ingênuo, estava tudo escrito no “Ética” do Spinoza, mas ele não entendeu, não quis acreditar. Escolha entre possíveis, nada dessa balela de livre arbítrio.
Mais um feriado, mais uma chance. Amanhã será mais um recomeço. Todavia, ele voltará as páginas dos jornais, com suas manchetes e notícias que dizem a mesma coisa há tempos: “o mundo só faz piorar com tantos corruptos”.
E o poeta ri e chora dentro do seu quarto e não suporta sua tamanha insignificância. Não será ele também um corrompido ou um corruptor? Ele sofre por ser tão tolerante. Tolerante com todos esses néscios que transformam sua vida.
Mas a poesia corre em suas veias, e no momento longe das vaidades habituais aos poetas, nesse instante onde tudo é mais claro, ele se vê humano, frágil e então, segura de forma tremulante a caneta e recomeça: “Eu...”.