Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse
-Nick Diaz def. Marius Zaromskis by TKO at 4:38, R1 -Cris "Cyborg" Santos def. Marloes Coenen by TKO strikes at 3:40, R3 -Herschel Walker def. Greg Nagy by TKO at 2:17, R3 -Robbie Lawler def. Melvin Manhoef by KO at 3:33, R1 -Bobby Lashley def. Wes Sims by TKO (strikes) at 2:06, R1
Preliminary Card (Non-Televised):
-Jay Hieron def. Joe Riggs by unanimous decision (29-28, 30-27, 30-27) -Joe Ray def. John Clarke by TKO (strikes) at 3:14, R1 -David Gomez def. Craig Oxley by unanimous decision (30-27, 30-27, 30-27) -Pablo Alfonso def. Marcos DaMatta by submission (arm bar) at 1:47, R1 -Hayder Hassan def. Ryan Keenan by knockout at 2:42, R2 -John Kelly def. Sabah Homasi by submission (rear naked choke) at 2:48, R2
Morre o escritor J.D. Salinger, aos 91 anos, nos EUA
Autor do clássico 'O Apanhador no Campo de Centeio', vivia isolado em sua casa em New Hampshire
Fonte: Estadão e Agências internacionais
Reprodução
CORNISH, New Hampshire, EUA - Morre o escritor J.D. Salinger, autor de O Apanhador no Campo de Centeio, em New Hampshire. Tinha 91 anos.
O filho do escritor, em um comunicado divulgado pelo representante literário de Salinger, disse que ele morreu de causas naturais. Há décadas vivia isolado, por sua própria vontade, em sua casa em Cornish. Salinger sempre foi avesso a jornalistas, mantendo-se distante das entrevistas e fotos, como aqui no Brasil fazem os escritores brasileiros Rubem Fonseca e Dalton Trevisan.
Salinger foi o autor de um dos maiores clássicos da literatura mundial, com seu personagem principal, o adolescente e rebelde atormentado Holden Caulfield. Foi lançado em 1951, em plena Guerra Fria. O assassino de John Lennon, Mark David Chapman, carregava o livro no bolso e pediu um autógrafo do ex-Beatle no livro, quando atirou contra Lennon diante do edifício onde morava, em Nova York.
Salinger, nascido em 1919, escrevia para adultos, mas jovens de todo o mundo se identificaram com os temas da alienação, inocência e fantasia de seu romance.
Aqui no Brasil O Apanhador no Campo de Centeio é publicado com exclusividade pela Editora do Autor, que no ano passado lançou uma caixa com os três principais livros de Salinger. Além de sua obra-prima, incluia o volume de contos Nove Estórias (1953) e uma novela entitulada Franny & Zooey (1961), em que o autor reuniu em forma duas histórias publicadas na revista New Yorker.
Parabéns São Paulo. Terra das oportunidades e das desilusões. Terra dos sonhos e pesadelos. Parabéns São Paulo, terra dos afortunados que passeiam pela Paulista e dos que são empilhados aos cântaros na periferia. Parabéns São Paulo, terra dos carros blindados e do PCC de Marcola. Terra do Parque do Ibirapuera e dos sufocados pela fumaça preta dos ônibus e caminhões que circulam por seus corredores. Parabéns São Paulo, Metrópole e terra dos provincianos. Terra das grandes obras superfaturadas e das crateras da construção do metrô.
Parabéns São Paulo, terra dos grandes restaurantes dos Jardins e dos esfomeados nas filas dos sopões. Terra daqueles que passeiam por seus viadutos e daqueles que dormitam embaixo dos seus viadutos.
Parabéns São Paulo, terra dos times de futebol vitoriosos e das enfurecidas torcidas organizadas. Terra dos CÉUS e das escolas de lata.
Parabéns São Paulo, terra da tecnologia e dos catadores de papel espalhados por suas ruas. Terra dos heliportos e dos transeuntes que esperam horas um ônibus passar.
Parabéns São Paulo, terra dos carros importados e dos pedestres sofridos com medo de serem atropelados. Terra dos fumadores de charuto do Café Photo e dos cheiradores de cola espalhados por seus guetos.
Parabéns São Paulo, Terra da USP e das grandes faculdades privadas e dos analfabetos. Terra fraterna e desumana.
Parabéns São Paulo, dos patrões da FIESP e dos empregados da CUT. Terra dos grandes movimentos sociais e dos reacionários de plantão.
Parabéns São Paulo, Terra de força e coragem e dos covardes assassinos. Terra dos grandes teatros e artistas e dos imorais que prostituem crianças.
Parabéns São Paulo, Terra dos homens honestos e dos corruptores de colarinho branco. Terra dos fiéis das igrejas e dos ateus da inteligentsia nacional.
Parabéns São Paulo, Terra dos pensamentos mais profundos e da superficialidade da sua vida cotidiana. Terra da solidariedade e do desconhecimento da identidade do vizinho.
Parabéns São Paulo, Terra do grito do Ipiranga e daqueles que estão de joelhos para o crime organizado. Terra do MASP e do Tietê, o mais fétido de todos os rios.
Parabéns São Paulo, de todas as cores credos e raças espalhados por seus bairros luminosos e dos seus filhos mortos em riste nas ruas escuras de sua periferia. Terra da tolerância absorta dos intolerantes.
Parabéns São Paulo, por sua gente e dos grandes cemitérios. Terra da Bovespa e das feiras. Terra dos justos e dos cruéis.
Enfim, parabéns Sampa, terra da diversidade social e cultural, desejo que tu sejas mais digna e potencialize o que tem de bom e sano. São Paulo, feliz aniversário, se possível.
Há uma confusão em análises políticas econômicas recentes na grande mídia e uma das funções do grande debate é recorrer aos fatos, pois dizem que “contra os fatos não há argumentos”. No entanto, no Brasil, principalmente dos anos 80 pra cá, ficamos com sensação enganosa de que a chancela de uma determinada política econômica depende de planos mirabolantes como os Planos Cruzado, Verão, Collor, Real e etc.
Em outros países aonde a estabilidade econômica é a mais tempo presente na vida do cidadão, as mudanças e estilos de governar são diferenciados com mais facilidade, pois não se espera sobressaltos e sim ações de ajuste.
Quando então no impedimento do Presidente Collor, assumiu o Presidente mineiro Itamar Franco, qual a História ainda lhe dará o devido valor; coube ao então Ministro da Fazenda do seu Governo, Fernando Henrique Cardoso, a implantação do Plano Real, iniciado oficialmente em fevereiro de 1994, programa então idealizado pelo economista Edmar Bacha e seus pares.
O plano foi um sucesso imediato e FHC saiu do governo em seguida, em março daquele ano – a pasta teve mais dois ministros no Governo Itamar, Rubens Ricupero e Ciro Gomes –, para ser o candidato natural a sucessão. FHC foi aclamado e eleito em primeiro turno em cima da esperança do povo, pois era visto como o responsável pela estabilização da moeda.
O Governo Itamar com o Real havia proporcionado um surto de crescimento estável no Brasil, depois de anos, havíamos crescido mais de 5% ao ano, com equilíbrio fiscal, nossa carga tributária ainda era em torno de 27% do PIB, nossas reservas eram de $40bi e o mais importante, nossa dívida líquida passava um pouco de 30% do PIB.
FHC assumiu com esse auspicioso cenário, nadou de braçada e se reelegeu. Todavia, foi no primeiro mandato, independente das crises mundiais, que esqueceu a responsabilidade do equilíbrio das contas públicas, ampliando a dívida PIB para 50%, além de aumentar drasticamente a carga tributária. E as despesas, hoje tão resmungadas pela mídia e pelo tucanato, implodiram devastando o superávit primário. Pior, para manter a reeleição (emenda constitucional votada pelo Congresso, em meio às suspeitas de pagamento de propina a parlamentares) segurou o câmbio fixo até o fim do seu primeiro mandato. Ou seja, FHC promoveu a farra do boi fiscal nos seus primeiros quatro anos acumulando um déficit primário na casa dos $100bi!
Enfim, o câmbio implodiu no peito do consumidor brasileiro, quebramos e fomos ao FMI com o pirex na mão para um socorro de $40Bi. No fim dos dois mandatos Fernadinos, sendo que o sarrafo do segundo mandato ficou em cima do setor privado, a carga tributária foi entregue em 36% do PIB, a dívida líquida/PIB chegou a quase 60%, nossas reservas ficaram reduzidas em $17Bi, a inflação passou os dois dígitos e nosso histórico de crescimento foi desolador (somado ao racionamento de energia na crise do Apagão em 2001, aonde parte do empresariado nacional deixou de investir com medo da falta de energia), no último ano crescemos 2%, entre outros números.
Uma das grandes conquistas “reais” no governo tucano foi a (LRF) Lei de Responsabilidade Fiscal e o PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional), qual o PT foi radicalmente contra, a ampliação da abertura do mercado nacional, também o processo de privatização, com ressalvas enormes de erros e acertos.
O Presidente Lula assumiu em 2003 com um Mercado nervoso e levou a culpa por um tal “efeito Lula”. Eu até já escrevi sobre isso nesse espaço. “Todavia, ainda sobre o “efeito Lula”, repassando a História na parte externa, um mês antes das eleições o Mercado atravessava uma mínima histórica no preço das commodities, os custos dos juros americanos para o crédito eram do nível mais alto e todas as bolsas do mundo estavam em baixa. É demais pensar que Lula havia montado essa arapuca mundial!”.
No entanto, a cartilha macroeconômica seguida por Lula, passa ao largo de ser um ideal tucano, na verdade, foi uma exigência do FMI no nosso último empréstimo, dos três da Era FHC, ou seja, equilíbrio das contas públicas e conseqüentemente ampliação do superávit primário (receitas menos despesas do país, excluindo os juros) e câmbio flutuante.
Ao bem da verdade, Lula surfou no aumento dos preços das commodities, porém, além de manter os segmentos de uma economia estável (sua inflação foi 37% menor da de FHC), mesmo insistindo num câmbio errado, ampliou o microcrédito, valorizou o salário mínimo e, consequentemente, o mercado interno. O que foi nossa salvaguarda em meio a maior crise econômica mundial desde 1929, diga-se.
Outro ponto a ser abordado no futuro foi a reorganização e ampliação dos programas de transferência de renda (chamados pejorativamente de “esmola” por grande parte da mídia), que irrigou bolsões de pobreza e a economia nos anos Lula. Para tanto, bata se debruçar sobre estudo do IPEA que aponta os mais de 20mi de brasileiros que, entre 2003 e 2008, subiram das classes D e E para C.
Num estudo recente repercutido pelo jornalista José Paulo Kupfer (Estadão), os números multiplicadores do Bolsa Família são impressionantes, escreveu: “A conclusão do trabalho é que, o acréscimo no valor dos benefícios pagos, entre 2005 e 2006, de RS 1,8 bilhão, resultou num crescimento adicional do PIB, no período, de R$ 43,1 bilhões. Resultou também em receitas tributárias adicionais de R$ 12,6 bilhões (Estadão 16.10.09).
Por fim, no pico da crise ainda em 2008, a postura do ex- torneiro mecânico que se tornou Presidente da República ratificou ainda mais as diferenças de governar, Lula surgiu na tevê incitando a sua gente a gastar mais e, em português simplório, falou da aquisição de carros, geladeiras, aparelhos domésticos e etc., ao mesmo tempo em que reduziu os impostos em setores estratégicos, manteve a política de aumento de salários, ampliou substancialmente o poder de empréstimo dos bancos públicos, como CEF, BB e BNDES e também insistiu no aumento de investimento das Estatais.
Por isso, declaração recente do presidente do tucanato, Sérgio Guerra, para a revista “Veja”, na qual afirma categoricamente que haverá mudanças drásticas na política econômica, suscita dúvidas e não contribui ao debate premente.
A herança maldita de Lula será o nó do déficit externo de 2010, que pode chegar a ser o maior da década. E, aponte-se, nem Serra nem Dilma é Lula, o conciliador, e o argumento político, das duas maiores forças eleitorais, no que tange o futuro, ainda não disse a que veio.
Sua trágica morte foi assim. Durante dez anos, não menos, deixou de escrever e dedicou-se aos negócios da família. Pois foi no passado, com as devidas limitações de avaliação, um excelente escritor que vendia muito pouco. Coisa que lhe causou, sem exagero, uma grande frustração. Não era entendido, então foi que deu as costas para a literatura. Todavia sabia lá no fundo que era um dos grandes –certeza que o tempo tratou de turvar, visto o quanto sua vida não atendia suas inquietações. Acontece que, dessa vez não, o bloqueio haveria de cessar-se. Passou desde o início da noite de ontem e durante toda a madrugada de hoje, elaborando um texto –curto, mas que despendia de atenção, tamanha sua excelência de linguagem. Algo arrojado e original! Sentia um tanto diferente, pela primeira vez nos últimos anos tinha prazer em produzir.
Era a vida batendo em sua porta, lhe cobrando. Era sua chance.
Retirou o papel da impressora e com a voz embargada de emoção disse para sua esposa: “Leia!”, ela o olhou nos olhos e retirou o papel das suas mãos, concentrada, leu enquanto o marido agonizava em esperanças.
Foi então que lhe devolveu o texto junto a um sorriso largo: - Bonito, muito bonito, querido.
Bonito?
Inconformado, a decepção em pessoa, bebeu o que não tinha bebido nos últimos dez anos e do 10º andar, por acaso, às 10h da manhã, se jogou...
Oculto na memória ressurge o passado no presente. Vejo a mente associar de maneira esporádica sobre a negligente minha existência Parece o passado anos luz no futuro Supernova que brilha displicente no presente [o que já aconteceu no bairro do Carmo em Araraquara. A imagem da minha infância naquela praça onde um parquinho _ círculo de areia_
lampeja num espiral de movimentos suaves perseguindo-me a qualquer instante da vida: na pausa do mastigar de um almoço qualquer, no ofegar do exaurido corpo pós-gozo [na madrugada de anteontem, ou naquele clique no interruptor de luz da sala, [mês passado Remete. Persegue. Revive um tempo casto Inconseqüente como um reflexo muscular Receio. Angústia. Dúvida Amor e satisfação... Caleidoscópio de imagens significativas E o velho vô Miguel está lá! Sentado no banco de cimento, Num fundo verde de plantas tropicais, Num dia de sol sem data, Continua sorrindo, [de pernas cruzadas ao lado do seu rádio A.M.F.M. vermelho, Nos observando na gangorra. Um composto de tons alaranjados e róseos, mistura do verde com o vermelho e amarelo Fulguram a Homogeneização hegemônica [da minha identidade Miscelânea porcelana humana O pêndulo de ferro da gangorra subtrai [as imagens do cinema mudo do inconsciente __ não me perguntem quem está do outro lado, [não saberia dizer Algumas crianças, rompem o silêncio; Pulam, escorregam, trepam nos outros brinquedos Ele mudo Persiste em se comunicar com aquele [seu sorriso idílico de espanhol. São todos meus contemporâneos numa manhã ou tarde Terça? Quinta? Sexta ou Segunda? Domingo, certeza! Os dias eternos existem de Domingo, Mesmo uma Segunda, se eterna, torna-se Domingo na Infância. Delírio prosaico Coisa mal resolvida, isso sim Do outro lado o superego castiga: “Carlos, o tempo passa e você aí; [a evolução! A evolução!” E o ego me defende na mais perspicaz autodefesa: “Quem está falando de evolução?”