ARTIGOS - CONTOS - POESIAS - PORRADA - COTIDIANO - FISICULTURISMO
08-Set-2010
Procurar
Menu Principal
PÁGINA PRINCIPAL
ARTIGOS
CONTOS
OUTROS/MÚSICA
POESIAS
PORRADA
COTIDIANO
FISICULTURISMO
Últimas Publicações
Fale com Biasoli

contato@blogdobiasoli.com.br



Porque amanhã vai chegar todo mundo dizendo que você tem de fazer isso, fazer aquilo, como uma chantagem qualquer. E eu não estou habituado a ceder a chantagem
José Alencar, vice Presidente da República
Todos os textos do autor estão registrados na Biblioteca Nacional 
Todos os Direitos Reservados ©2008 Carlos Biasoli.
A+ | A- | Reset



POESIAS
A Bola - Armando Nogueira PDF Imprimir E-mail

A Bola 

Por Armando Nogueira naração Paulo José.


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Invictus - William E Henley PDF Imprimir E-mail

Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa"

COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Augusto dos Anjos - Coração frio PDF Imprimir E-mail

 CORAÇÃO FRIO

Por Augusto ds Anjos

Frio o sagrado coração da lua,
Teu coração rolou da luz serena!
E eu tinha ido ver a aurora tua
Nos raios d'ouro da celeste arena...

E vi-te triste, desvalida e nua!
E o olhar perdi, ansiando a luz amena
No silêncio notívago da rua...
- Sonâmbulo glacial da estranha pena!

Estavas fria! A neve que a alma corta
Não gele talvez mais, nem mais alquebre
Um coração como a alma que está morta...

E estavas morta, eu vi, eu que te almejo,
Sombra de gelo que me apaga a febre,
- Lua que esfria o sol do meu desejo!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Cruz do Espírito Santo, 20 de abril de 1884 — Leopoldina, 12 de novembro de 1914) - Foi poeta. Começou colaborando com o jornal O Comércio, onde publicou seus primeiros poemas. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Cidade do Recife. Publicou um único livro em vida, Eu, no ano de 1912. Após sua morte, é publicado o livro Eu e Outras Poesias, contendo alguns poemas inéditos. Considerado por muitos como um dos grande poetas brasileiros.


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Antonio Abujamra - Sensacional PDF Imprimir E-mail

Sensacional


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Amigos PDF Imprimir E-mail

 

Meu filho, Miguel (o primeiro da dir atrás) e seus amigos

 Por Carlos Biasoli 

Minha vida assim

é o  resumo

daquele parquinho

de areia

perdido

onde a amizade

feito  gangorra

é coisa do acaso

que vem e que vai

que vai e que vem...

Daí vir a surgir

novos amigos

juntos e tão cedo

estes mesmos

somem e surgem

surgem e somem...

e ainda pensando

nisso ou nelas

gangorras e amigos

nelas onde (n)eles

desaparecem

como se fossem

hologramas perdidos

o nada

ou o já foram...

ou o quem sabe da próxima vez...

e que tudo mais seja

a  limítrofe parte

da minha seca memória

que hesita?

 

Todavia

o verdadeiro

amigo

tão logo não se torna

se revela, meio-irmão

meio- irmão- amigo

sincero equilíbrio

sim, ainda elas _ gangorras_

este não vive no pendular

de inúteis eufemismos,

de pretextos demagógicos

este é feito cimento duro

de tão danado não racha

não descola

perdura

e mesmo à distância

é imagem pétrea de pedra

quando ainda agorinha

delirava

que nós poderíamos

feito  crianças

      que f(s)omos

brincarmos  no  quintal

de casa

escorregando nossas bundas

sobre o chão (cimento) e o sabão

entre bolhas  e sorrisos

hematomas  e delírios

felicidade e saudades

machucados e pequenos

indícios do deleite

por ser possível ser

ou ter (se revelado)

um amigo irmão

fiel e feliz


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Pelo primeiro e último PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

                 
       Viver para isso
       pelo primeiro respiro
pelo último suspiro
pelo primeiro beijo
pela última transa
pela primeira comida
pelo último soro
pela primeira tragada
pelo último comprimido
pela primeira visão
pela última cena
pelo primeiro abraço
pela última despedida
pelo primeiro emprego
pelo último dia de ócio
pela primeira punheta
pela última chupeta
pela primeira boceta
pela última ereção
pelo primeiro caso
pelo último descaso
pelo primeiro filho
pelo último casamento
pelo primeiro registro   (certidão de nascimento)
pelo último registro     (certidão de óbito)
pelas primeiras palavras        
pelo último silêncio        
pelo primeiro esperma
pelo primeiro e último orgasmo
pelo primeiro gene

                                         pela cinza que ainda resta


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Meu maior feito PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Biasoli

Eu, enquanto sentado nesse sofá

Soldado da Corneta enquanto todos dormem

Penso nos meus feitos futuros: 

países a conquistar, clássicos a escrever, frases para posteridade

Quando vejo meu filho, (outro soldado da corneta)

que vem ao meu encontro

Ele me beija a face,

diz o quanto me ama; eu ser recíproco o admiro

Ele se deita ao meu colo e me pede:

Papai, pega meu tetê

Corro a cozinha, engenheiro perspicaz,

derramo água morna, duas colheres de leite em pó e uma de chocolate q ele tanto aprecia

Venho chacoalhando a mamadeira e lhe entrego com orgulho

Depois fico aqui ao lado, admirando com devoção,

a minha maior obra, o meu maior feito


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Em Face dos úiltimos acontecimentos PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Drummond Andrade

Oh! sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
que o nosso avô português?

Oh! sejamos navegantes,
bandeirantes e guerreiros
sejamos tudo que quiserem,
sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
e as mulheres podem doer
como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
de tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados,
que o melhor é ser pornográfico.

Propõe isso ao teu vizinho,
ao condutor do teu bonde,
a todas as criaturas
que são inúteis e existem,
propõe ao homem de óculos
e à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
não quereis ser pornográficos?

Livro Sentimento do Mundo Edição editora Record

 

Saiba mais sobre Carlos Drummond de Andrade


COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Da série, meus heróis: Jorge Luis Borges PDF Imprimir E-mail

O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é o rio que me arrasta, mas eu sou o rio. É o tigre que me destrói, mas eu sou o tigre. É o fogo que me consome, mas eu sou o fogo. O mundo, infelizmente, é real. Eu, infelizmente, sou Borges

"O tempo é a substância de que sou feito. O tempo é o rio que me arrasta, mas eu sou o rio. É o tigre que me destrói, mas eu sou o tigre. É o fogo que me consome, mas eu sou o fogo. O mundo, infelizmente, é real. Eu, infelizmente, sou Borges"

Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico e ensaísta argentino mundialmente conhecido por seus contos e histórias curtas. Saiba mais sobre Borges aqui.

COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Noite de Inferno - Arthur Rimbaud PDF Imprimir E-mail

 

 Inferno, versão do pintor renascentista Hieronimus Bosch

Por Arthur Rimbaud

Bebi um grande gole de veneno. - Três vezes bem-dito o conselho que até mim chegou! Abrasam-se-me as entranhas. A violência do veneno convulsiona-me os membros, desfigura-me, atira-me ao solo. Morrode sede, sufoco, não posso gritar. É o inferno, a condenação eterna! Olhai como o fogo cresce. Queimo como devo queimar! Sai, demônio!
Havia entrevisto a conversão ao bem e à felicidade, a salvação. Posso descrever a visão? O ar do inferno não tolera hinos! Eram milhões de criaturas encantadoras, um suave concerto espiritual, a força e a paz, as nobres ambições, que sei eu?
As nobres ambições!
E é ainda a vida! - Se a condenação é eterna! Um homem que quer mutilar-se está condenado, não é assim? Acredito-me no inferno,logo estou nele. É o cumprimento do catecismo. Sou escravo de meubatismo. Pais, fizestes a minha desgraça e a vossa! Pobre inocente! -
O inferno nada pode contra os pagãos. - É a vida. Mais tarde, as delícias da condenação serão mais profundas. Um crime, depressa, que as leis humanas me precipitem no nada.
Cala-te, mas cala-te!... Esta é a vergonha, esta a repreensão: Satã que diz que o fogo é ignóbil, que minha cólera é terrivelmente louca. -
Chega!... Segredam-me erros, magias, falsos perfumes, músicas pueris. - E dizer-se que possuo a verdade, que vejo a justiça: tenho um juízo são e firme, estou pronto para a perfeição... Orgulho. – Seca-me a pele da cabeça. Piedade! Senhor, eu tenho medo. Tenhosede, tanta sede! Ah! a infância, a erva, a chuva, o lago sobre aspedras, a claridade da lua quando o campanário tocava meia-noite... O diabo está no campanário, a esta hora. Maria! Virgem Santa!... -Horror de minha idiotice.
Lá longe, não há almas honestas que me desejem o bem?... Vinde... Tenho um travesseiro sobre a boca, não me ouvem, são fantasmas. A1ém disso, que ninguém se aproxime. Cheiro a queimado, é certo. As alucinações são inumeráveis. É a que sempre tive: nenhuma fé na história, esquecimento dos princípios. Calar-me-ei; poetas e visionários sentiriam ciúmes. Sou mil vezes mais rico, sejamos avaros como o mar.
Ah! o relógio da vida parou neste instante. Já não estou no mundo. - A teologia é séria, o inferno está sem dúvida em baixo - e o céu no alto. - Êxtase, pesadelo, sonho em meio a um ninho de labaredas. Quanta malícia na atenção no campo... Satã, Ferdinando, corre com os grãos selvagens... Jesus caminha sobre sarças ardentes, sem dobrá-las... Jesus caminhava sobre as águas revoltas. A lanterna no- lo mostrou de pé, branco e as tranças negras, sobre uma onda de esmeralda...
Vou desvendar todos os mistérios: mistérios religiosos ou naturais, morte, nascimento, futuro, passado, cosmogonia, o nada. Sou mestre em fantasmagorias.
Escutai!
Possuo todos os talentos. - Aqui não há nada e há alguém: não quisera desperdiçar o meu tesouro. - Desejais que eu desapareça, que mergulhe à procura do anel? Desejais? Fabricarei ouro, remédios.
Confiai em mim, a fé conforta, guia, cura. Vinde todos, - até as criancinhas, - para que vos console, para que vos prodigue o seu coração. - O coração maravilhoso! - Pobres homens, trabalhadores! Não peço. orações; serei feliz apenas com vossa confiança.
- E pensemos em mim. Isto me faz ter raras saudades do mundo. Minha vida foi somente doces loucuras, é lamentável.
Bah! façamos todas as caretas imagináveis. Decididamente, estamos fora do mundo. Já não há ruídos. Desapareceu-me o tato. Ah! meu castelo, minha Saxônia, meu bosque de salgueiros. As tardes, as manhãs, as noites, os dias ...
Estou exausto!\
Deveria ter o meu inferno pela cólera, meu inferno pelo orgulho, - e o inferno da preguiça; um concerto de infernos. Morro. de cansaço. É o túmulo, vou para os vermes, horror de horrores! Satã, farsante, queres disso1ver-me com teus feitiços?
Exijo. Exijo! um golpe de tridente, uma gota de fogo.
Ah, sair de novo para a vida! Contemplar nossos aleijões! E esse veneno, esse beijo mil vezes maldito! Minha fraqueza, a crueldade do mundo! Deus meu, piedade, esconde-me, estou doente! - Estou escondido e ao mesmo tempo não o estou.
É o fogo que se 1evanta com o seu condenado.

Arthur Rimbaud (Tradução Xavier Placer)
Do livro: Uma estação no inferno, Cadernos de Cultura, Imprensa Nacional, 1952, RJ

COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
Psicologia de um Vencido PDF Imprimir E-mail

Por Augusto dos Anjos

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (Cruz do Espírito Santo, 20 de abril de 1884Leopoldina, 12 de novembro de 1914) foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Mas muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, concordam em situá-lo como pré-moderno. É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários. Saiba Mais aqui.

COMENTÁRIOS
Escrito por Carlos Biasoli   
 
E agora, José? - Drummond PDF Imprimir E-mail

Por Carlos Drummond de Andrade

 E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José ?

e agora, você ?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama protesta,

e agora, José ?

 

Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José ?

 

E agora, José ?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora ?

Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora ?

 

Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse…

Mas você não morre,

você é duro, José !

 

Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José !

José, pra onde ?


Comentários (1)
Escrito por Carlos Biasoli   
 
"O Analfabeto Político" - Bertolt Brecht PDF Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Biasoli   
 
<< Início < Anterior | 1 2 3 4 5 6 | Seguinte > Final >>

Resultados 1 - 17 de 97

 

Enquete
Se a eleição fosse hj, em quem você votaria para Presidente?
 

Ver imagem em tamanho grande

Blog desenvolvido por MidiaV7 Interactive